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Saiba tudo sobre o processo de abertura de empresas para Engenheiros.

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Abrir uma empresa lembra empreendedorismo, negócios, comércio, etc., mas profissionais de diversos ramos de atividade também podem e devem abrir uma empresa, inclusive engenheiros. Você sabe qual o melhor tipo de empresa para engenheiros

A Engenharia de um modo geral conta com diversas áreas de atuação que juntas acabam por impulsionar o desenvolvimento de diversas cidades pelo mundo. Exatamente por conta disso, profissionais da área pensam em se formalizar e também empreender.

O primeiro passo para isso é, sem dúvida alguma, abrindo uma empresa. Mas como abrir uma empresa de engenharia? Neste guia completo você vai saber quanto custa abrir uma empresa de engenharia civil, como abrir um escritório de engenharia passo a passo, tributações e muito mais. Acompanhe.

 

Qual é o Custo para Abrir uma Empresa de Engenharia?

Constituição de empresas

O custo de abertura desta empresa de engenharia pode variar bastante, mas não precisa, no entanto, ser caro, muito pelo contrário, pois existem maneiras de formalizar-se pagando o mínimo possível. Aqui já adiantamos a importância de ter um contador lhe acompanhando neste processo de abertura.

Isto porque um engenheiro precisa estar mais preocupado com suas reais funções, voltadas para a engenharia. Tributação, documentações, CNPJ, etc., não é uma tarefa que um engenheiro precise se preocupar, apesar de que não há nenhuma complexidade na mesma.

Os valores pagos para a abertura da empresa são influenciados diretamente pelo tipo jurídico de empresa, projeção de faturamento, natureza jurídica, entre outros. 

 

Engenheiro pode ser MEI?

Tecnicamente falando, formalizando-se como microempreendedor individual, o empreendedor estará garantindo os menores custos possíveis, desde a abertura da empresa, propriamente dito, às tributações que envolvem este tipo de empresa.

Infelizmente, o engenheiro não pode ser MEI. A engenharia não consta na relação de atividades permitidas presentes no Portal do Empreendedor para ser MEI.

Isto porque todas as atividades que exigem alto potencial intelectual (médicos, advogados, dentistas, etc.) que dependem de uma regularização legal e respectiva formação não podem ser enquadrados como MEI.

No caso dos engenheiros, suas atividades são regulamentadas pelo CREA – Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de sua cidade. 

 

As Etapas Iniciais do seu Novo Negócio – Escritório de Engenharia

Constituição de empresas

Antes mesmo de você partir para a parte prática para a abertura de sua empresa, é preciso que você siga algumas etapas iniciais que irão lhe proporcionar uma melhor visão do seu negócio. 

Isso mesmo, negócio, afinal você será uma empresa prestadora de serviços de engenharia e como tal vai disputar um mercado, vai te concorrência e pode ter ou não a preferência de seu público alvo. 

Deste modo, além de engenheiro, você também estará se tornando um empreendedor, tendo que saber e lidar com as regras do empreendedorismo, regras de mercado, marketing e tudo que esteja relacionado à um negócio de sucesso. Confira:

 

a) Pense como Empresário

Se você é um engenheiro e quer abrir um escritório de engenharia precisa começar a pensar como um empresário. E o que isso significa? Significa ter consciência do tipo de negócio da sua empresa e qual o tipo de empreendedor você será.

Isto é fundamental e determinante para o sucesso do seu novo negócio. Planejar, traçar metas e objetivos alcançáveis é imprescindível já nesta etapa inicial do seu empreendimento.

 

b) Planejamento e Plano de Negócios

Como engenheiro você já sabe de antemão que planejar é fundamental. Você vai precisar pensar em um plano de negócios escritório de engenharia, agora como empreendedor, e planejamento também é válido, para colocar no papel todos os detalhes deste planejamento, que pode significar menos erros e mais acertos no seu negócio e no crescimento do mesmo.

Basicamente, neste plano de negócios, você precisa mensurar:

  • Dados relacionados à sua atividade.
  • Ter muito bem definida a missão da empresa.
  • Ter também muito bem definido o ramo de atividade da sua empresa (engenharia civil, mecânica, etc.).
  • Estudo inicial da melhor forma jurídica para a sua empresa.
  • Projeção de faturamento, considerando um período (mensal, anual, etc.).
  • Definição prévia do melhor enquadramento tributário.
  • Recursos financeiros (o capital social envolvido) e investimentos.
  • Público alvo.
  • Estudo da concorrência.
  • Local físico onde será estabelecida a empresa.
  • Recursos humanos necessários (quando for o caso).
  • Materiais, ferramentas e equipamentos (projeção mínima).

c) O Benchmarking

Você sabe o que é benchmarking? Basicamente, benchmarking é um processo pelo qual se busca as melhores práticas de mercado de um determinado nicho, seja indústria, comércio ou serviços.

Na verdade, é ficar de olho no que a concorrência faz, de certo e de errado entendendo-se que não estamos querendo copiar seus concorrentes, mas sim aprender com eles e acredite se quiser: benchmarking também existe para engenheiros empreendedores.

 

d) Legalização do seu Negócio

Nem pensar em trabalhar na informalidade. Isto vai denegrir seu negócio, você pode perder grandes clientes em potencial, perder também confiabilidade e credibilidade, por mais que seus serviços tenham 100% de excelência. 

Se possível ainda, procure um contador para lhe orientar, aconselhar e acompanhar na abertura de sua empresa.

 

Qual a Natureza Jurídica Ideal para um Escritório de Engenharia?

Constituição de empresas

É primordial pensar e, preferencialmente, acertar na Natureza Jurídica de sua empresa de Engenharia. Atualmente, no Brasil, existem vários formatos jurídicos diferentes onde, como você já sabe, exclui-se o MEI. 

Esta escolha é importante primeiro porque definir o tipo de empresário que você será. Além disso, tem influência na carga tributária, patrimônio pessoa e de possíveis sócios, além de outras implicações legais.

É aconselhável tomar esta decisão, preferencialmente, junto com um profissional contábil, que poderá lhe orientar corretamente quanto à melhor natureza jurídica para a sua empresa. 

Confira:

 

  • EI – Empresário individual: 

Como o próprio nome já denuncia, trata-se de um empresário individual. Neste formato, como no caso do MEI, não é possível ter sócios. É importante sinalizar ainda que EI não possui separação de bens entre Pessoa Jurídica e Pessoa Física e isto pode representar um problema patrimonial, dependendo da situação.

Isto quer dizer que a pessoa física irá responder tanto por seus próprios patrimônios (casas, terrenos, etc.) como os patrimônios da PJ (prédios, veículos, etc.), ou seja, se houver qualquer problema financeiro, por lei, os bens pessoais serão também envolvidos para a quitação dos débitos/dívidas existentes. 

 

  • EIRELI – Empresa Individual de Responsabilidade Limitada:

Neste formato se faz necessário ter um capital social investido, no valor de 100 salários mínimos vigentes na época da abertura da empresa. Aqui, no entanto, há a separação patrimonial entre PJ e PF.

Também é possível contratar vários funcionários.

 

  • LTDA – Sociedade Limitada: 

Nesse tipo de empresa você terá que trabalhar com sócios e constituir um contrato societário onde estejam relacionados, entre outras coisas, o capital social investido por cada um dos sócios ali descritos.

Na LTDA, o patrimônio pessoal dos sócios não é envolvido nas possíveis pendências da empresa.

 

  • SLU – Sociedade Limitada Unipessoal: 

Este formato de natureza jurídica é bem recente e foi constituído principalmente para profissionais liberais que querem se formalizar como empresas e não querem, necessariamente, trabalhar em sociedade. 

Advogados, engenheiros, entre outros profissionais se utilizam muito da SLU como formato jurídico legal. Aqui, há também a separação patrimonial entre PJ e PF.

 

Conhecendo um Pouco Mais sobre Tributação

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Apesar da alta taxa tributária existente no Brasil nos dias de hoje, nenhum empresário quer pagar altos impostos. Apesar desta premissa quase que óbvia, o principal determinante para a melhor carga tributária de uma empresa é o seu próprio faturamento.

Praticamente todos os formatos levam em consideração o faturamento da empresa, para taxá-la devidamente. Por isso da importância de escolher a melhor forma de tributação possível, para que você não tenha que pagar impostos desnecessários.

Abaixo um resumo dos principais regimes tributários brasileiros:

 

O Simples Nacional

Este é, sem dúvida alguma, o tributário mais simplificado que existe, isto porque ele une vários impostos em uma única alíquota. Ele é muito utilizado pelo comércio, indústria, MEI e serviços em geral.

Leva em consideração um faturamento máximo anual de até R$ 4.8 milhões. As empresas de engenharia podem ser enquadradas neste tipo de regime, mas existem algumas considerações. É aconselhável ter uma assessoria contábil antes de se decidir pelo Simples Nacional.

 

O Lucro Presumido

Diferentemente do Simples, o LP é um regime tributário que abrange todos os impostos devidos, como o ISS, PIS, COFINS, etc., de uma forma separada. Esse regime configura-se pela previsão de lucro, levando em consideração a sua receita bruta do período, mesmo que este lucro inexista. 

As alíquotas do LP podem variar com a variação a maior do faturamento.

 

O Lucro Real

Neste regime tributário todos os impostos incidem diretamente sobre o valor da apuração contábil do resultado do período. Diferentemente do LP, aqui se considera, por lei, acréscimos e descontos. Uma das vantagens desse regime é o fato de que todos s tributos serão pagos proporcionalmente ao lucro obtido no período.

Em suma, isto quer dizer que, se houver prejuízo, a empresa não terá a obrigatoriedade de pagamento de tributos como o IRPJ e a CSLL, por exemplo.

 

O SUP (Sociedade Uniprofissional)

Este regime é diferenciado, está presente apenas em algumas cidades e é voltado para engenheiros. Ele possui algumas particularidades que podem até ser impeditivas, como o fato de exigir sociedade (como o próprio nome já indica), todos os sócios devem ter a mesma formação, entre outros.

Sugestivamente, é melhor contar aqui também com a assessoria direta de um contador. 

 

Passo a Passo: Como Abrir um Escritório de Engenharia

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Como já é possível saber, em todos os formatos empresariais, abrir uma empresa exige alguns processos, muitos destes burocráticos, inclusive. Novamente, sinalizamos a importância de ter um contador ao seu lado em todas as etapas de abertura da sua empresa.

Confira o passo a passo abaixo: 

1. Seu Registro no CREA (Pessoa Física)

O ponto de partida, para um engenheiro, é ter o seu registro no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) pois será ele que irá garantia que você esteja devidamente habilitado para exercer suas funções.

Além disso, dificilmente algum cliente irá confiar em seu trabalho se você não estiver devidamente habilitado pelo CREA. Este registro pode ser feito diretamente pela internet no site do CREA do respectivo Estado

 

2. CNPJ – Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica

Com o seu CREA, na prática, você já pode estar exercendo a sua profissão, mesmo como autônomo. Mas, dando continuidade ao processo de abertura de sua empresa, agora é a hora de ter o seu CNPJ.

Antes, porém, você precisa providenciar a documentação necessária para fazer o seu registro na Junta Comercial de sua cidade e/ou da cidade onde o seu escritório terá sede.

Voltando ao CNPJ, ele é de extrema importância, pois vai oficializar a sua empresa e garantir que a mesma atue de forma legal perante a lei, além de permitir a emissão de Notas Fiscais. 

Confira os documentos para providenciar o CNPJ de sua empresa de engenharia:

 

a) Definição do CNAES – Classificação Nacional de Atividades Econômicas. 

É através do CNAES que você irá definir a atividade principal e as secundárias do seu novo negócio.

b) Definição da Natureza Jurídica da Empresa. 

Este é o momento da definição: EI, EIRELI, LTDA ou SLU.

c) Definição do Porte Jurídico. 

É através do porte jurídico que você vai indicar se a sua empresa é uma ME (Microempresa) ou EPP (empresa de pequeno porte). É importante observar a projeção de faturamento para esta escolha.

d) Elaboração do Contrato Social da Empresa (quando sociedades e EIRELI).

O Contrato Social da empresa irá conter, entre outras informações, todos os dados dos sócios envolvidos, nome e endereço da empresa, capital social inicial investido, etc. 

e) A Inscrição Municipal. 

Já de posse do seu CNPJ, é hora de providenciar a Inscrição Municipal de sua empresa de engenharia. É este documento que vai lhe dar autorização para exercer suas atividades naquele município.

Em paralelo, solicita-se também o alvará de funcionamento, pois é ele que vai autorizar a abertura das portas da empresa.

f) Definição do Regime Tributário.

Este momento merece uma atenção especial. Ao optar por um ou outro regime tributário, você vai conviver com este por pelo menos 1 ano. Então, se fizer uma escolha inapropriada, vai gastar mais do que é necessário com impostos. 

Lembre-se de chamar por uma assessoria contábil neste momento.

 

3. Seu Registro no CREA (Pessoa Jurídica)

Como assim: já não tenho o meu registro no CREA como PF? Sim, você já tem, mas terá que se registrar novamente como PJ, pelo menos é o que rege a Lei nº 5.194/66. Sem ele sua empresa não poderá exercer suas atividades de engenharia.

 

Vamos falar sobre o seu negócio?

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